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domingo, 25 de julho de 2010

Eu vi uma linda união!


Hoje vim falar de um ritual muito antigo que ocorre entre os católicos e que tive a experiência de presenciar no último final de semana: o casamento. Não. Vim falar mais que isso. Vim falar de amor - mais uma vez. E, sim, vou falar de casamento e amor, mesmo não esquecendo da questão antropológica da coisa.

No último sábado presenciei a união matrimonial de dois amigos queridos. E, como há muito não conseguia, vi enfim uma celebração transbordante de verdade, genuíno e, se a palavra não soasse tão grotesca, poderia dizer até mesmo visceral. Há muito não vou em um casamento em que eu consiga olhar para um casal e saber que eles se importam, verdadeiramente, um com o outro. Que é mais importante a bênção recebida, que a festa que os aguarda. Que fosse realmente importante reunir a família inteira de ambas para agradecer por tudo o que fizeram por eles.

Para muitos a  celebração do casamento é só mais um passo dentro da tradição. As belas noivas se preocupam com seus vestidos e penteados, com a roupa da porta-aliança e com os enfeites da Igreja. Se sobra tempo, quem sabe pode lhes passar pela cabeça que talvez o dia de seu casamento seja memorável pelo seu significado e não pela pompa. Não que a amiga-noiva não tenha se preocupado, pois ela estava linda, mais do que todo o resto. Mas dava para sentir no ar, nos olhares, nos sorrisos, nos suspiros e nas lágrimas que aquele momento era mais que memorável por si só.

É claro que, chatinha como estou ficando a cada dia, não pude deixar de reparar no discurso do bispo em prol da união entre HOMEM e MULHER, como Deus e a Natureza conceberam. A homofobia estava disfarçada de heterofilia. Não acredito que um dia a Igreja Católica abrirá qualquer brecha para a legalização do casamento gay, mas também não precisa dar início a uma campanha contra!

Se ele me perguntasse, diria que havia coisas muito mais importantes a serem abordadas naquela homilia, além daqueles minutos de "Guia do recém-casado".

Eu diria a eles que se perguntassem o motivo pelo qual estavam se casando. Porquê as pessoas se casam? Só para cumprir o formulário? Será esse o caso de vocês? E eles teriam certeza que não.

Eu citaria uma fala do filme "Dança comigo?": as pessoas se casam porque querem uma testemunha para a sua vida. Alguém que lhe diga que sua vida não passou despercebida, pois ela estava lá, participando de todas as suas conquistas.

Alguém que no final da vida segure a sua mão e diga: "Valeu, minha garota! Valeu cada minuto..."

Alguém que te leve a ser o melhor que você pode ser. Taí! Acho que o amor verdadeiro (ou o mais próximo que se pode chegar disso) tem, necessariamente, essa capacidade: de nos tornar o melhor que nós podemos ser, porque queremos ser o melhor para ela e para nós mesmos.

Alguém que saiba perdoar nossos defeitos e que nos fará exercitar nossa habilidade em perdoar também.

Alguém que seja parceiro, alguém que você tem a certeza de que pode contar com ela.

Estou sendo muito utópica? Talvez. Mas eu sei que esse jovem casal tem o meu aval. Se daqui há alguns bons anos me perguntarem, eu direi que presenciei uma união sincera, sustentada com aquilo que gosto de chamar de amor.  

Parabéns, casal!

2 comentários:

izabella fernanda disse...

Tudo, Tudo.. que eu senti, você me escreveu no seu blog Mih! E claro de uma forma tão sua (Linda).. yeees, somos testemunhaas dessa união linda \o


ps: adooooooooooorei ter te visto minha lindoona! beijo imenso e adorei vim mais uma vez aqui em seu blog..

izabella fernanda disse...

:(((